Não ter o quê escrever deve ser a pior coisa pra quem escreve... Mas não é por falta de histórias, momentos, situações etc. Tudo aconteceu como tinha que acontecer, mas faltam palavras pra transmitir ao grande público.
Posso falar da prova de concurso que fiz, totalmente bêbado; ou talvez de alguma jornada combinada com uma entrega deprimente; ou então, sobre minhas aventuras pelos buracos e sarjetas de Porto Alegre. Só que nada disso me inspira...
Vou deixar aqui um texto antigo, escrito no celular. Só pra não passar em branco a semana.
A Maldita Tentação
Eu não consigo mais me afastar do desejo. Quero tudo e acabo não tendo nada.
Somente a triste lembrança da ruína sem fim, que é a solidão.
Somente alguns meros devaneios de alguém que trabalha para você ler a notícia antes de todos!
O Dilema de D'Alessandro
Honestamente, e depois de ter lido todas as notícias e comentários sobre, não sinto vontade de que D'ale fique aqui.
Muitos e muitos passaram por essa transição. Até filmes conceituados já falaram disso. Ou você morre como herói, ou vive o suficiente para se tornar o vilão.
O argentino sabe disso!
Se ele ficar, e o Inter não levar essa Libertadores, todo mundo vai cair de pau em cima dele. Porque ele era o 10, porque ele fazia o time funcionar etc...
Se ele sair, vai ser consagrado, idolatrado por toda eternidade, subirá aos níveis de Bodinho, Falcão, Taffarel, Fabiano Cachaça.
D'Alessandro é um simbolo do INTER. Acho que o melhor símbolo dessa era vencedora. Muito mais que o Fernandão. Sabe porquê?
Porque eu vi ele tentar dar pau num corintiano, numa final perdida, só pra conseguir uma vantagem.
Ou vocês acham que ele queria briga??? Ele queria era tirar um do time deles, pra ver se no 10 x 10 a gente virava aquela merda.
Ele fez, nessa final em 2009, o que ninguém fez em 2005! Ele vestiu a camisa COLORADA e disse: "vocês não vão levar de novo! Não sem briga!"
D'Alessandro veio pro Inter e, paixão a primeira vista, honrou o manto vermelho. Trouxe uma Sul americana, uma Libertadores e uma Recopa. Não trouxe o mundial porque, não só ele, mas todos os jogadores se apequenaram...
Então eu vibro, por esse ídolo, e choro, pela perda, mas nunca perco a esperança!
E que venham outros como ele...
Que sintam ao máximo essa paixão de ser COLORADO!
Muitos e muitos passaram por essa transição. Até filmes conceituados já falaram disso. Ou você morre como herói, ou vive o suficiente para se tornar o vilão.
O argentino sabe disso!
Se ele ficar, e o Inter não levar essa Libertadores, todo mundo vai cair de pau em cima dele. Porque ele era o 10, porque ele fazia o time funcionar etc...
Se ele sair, vai ser consagrado, idolatrado por toda eternidade, subirá aos níveis de Bodinho, Falcão, Taffarel, Fabiano Cachaça.
D'Alessandro é um simbolo do INTER. Acho que o melhor símbolo dessa era vencedora. Muito mais que o Fernandão. Sabe porquê?
Porque eu vi ele tentar dar pau num corintiano, numa final perdida, só pra conseguir uma vantagem.
Ou vocês acham que ele queria briga??? Ele queria era tirar um do time deles, pra ver se no 10 x 10 a gente virava aquela merda.
Ele fez, nessa final em 2009, o que ninguém fez em 2005! Ele vestiu a camisa COLORADA e disse: "vocês não vão levar de novo! Não sem briga!"
D'Alessandro veio pro Inter e, paixão a primeira vista, honrou o manto vermelho. Trouxe uma Sul americana, uma Libertadores e uma Recopa. Não trouxe o mundial porque, não só ele, mas todos os jogadores se apequenaram...
Então eu vibro, por esse ídolo, e choro, pela perda, mas nunca perco a esperança!
E que venham outros como ele...
Que sintam ao máximo essa paixão de ser COLORADO!
As Entregas
Olha só como funciona a entrega de jornais...
Minha primeira experiência foi com a Zero Hora. Faz mais de 5 anos e, certamente, algumas coisas mudaram. Mas o modus operandi segue o mesmo.
Em algum lugar da cidade, no CD (Centro de Distribuição), o entregador esperar a "capa". A "capa" é a parte principal do jornal. É a primeira (pra quem lê) e a última (pra quem entrega) parte do jornal. Antes disso, tu tem o "interior" e os encartes.
O "interior" são os cadernos da ZH. Segundo Caderno, Sobre Rodas, Classificados etc. Os encartes são os anúncios de propaganda que as empresas pagam para saírem no jornal.
Tu chega lá e, obviamente, tem que colocar os encartes dentro do interior", e esperar pela "capa". A "capa" chega e tu põe o "interior" dentro da "capa". Parece complicado lendo, mas é barbada.
Feito isso, tu carrega a Kombi que te leva pra tua rota.
A rota é todo o percurso que o entregador segue durante a entrega. Na minha época de ZH eram 2 entregadores para 1 Kombi. O Beto (motorista do Kombi), eu e o baixinho.
A Kombi te deixa num lugar pré-determinado, com a quantidade de jornais certas e, conforme a entrega evolui, vai largando as "malas" pra continuar a entrega.
As "malas" são separadas por quantidade e local. Tipo: tem 50 jornais pra entregar em determinada rua, tu não sai com os 200 ou + no colo. Tu sai com a quantia necessária para fazer aquela parte. E quando termina, geralmente, a kombi deixou a próxima "mala" para o próximo setor. E por ai vai. Se tu for mais rápido que a kombi, te fudeu. Vai ter que esperar. Porque o motora da kombi também entrega alguns jornais. Mas isso é detalhe, afinal a sincronia quase sempre dá certo.
No Correio do Povo é mais interessante. Porque tu não precisa ir pra um CD. O caminhão deixa a mala em pontos estratégicos e pré-determinados. E o horário é mais flexível. Na ZH tu precisa bater o ponto, no CP só precisa assinar o recebimento da mala.
Recebida a mala, assinado o recebimento, é tu por ti mesmo. Não precisa esperar alguém ou ter interrupções durante a entrega. Tu recebe a quantidade X, e entrega ela. Sem burocracia, sem gueri-gueri, sem xalala.
Eu atualmente entrego em torno de 100 jornais do CP, toda noite. Comparado a ZH, preferia nem ter feito ZH. Na ZH perdia quase toda noite. Afinal tinha que ir pro CD bater cartão, e depois perdia a noite inteira entregando: dependendo dos outros, por ser muito extensa a rota, por ter muitos assinantes, etc. No CP eu gasto 2 horas da minha noite, não dependo de ninguém, e tenho um horário bem flexível.
Essa é minha vida por enquanto, e essa vida alimentada esse blog.
Minha primeira experiência foi com a Zero Hora. Faz mais de 5 anos e, certamente, algumas coisas mudaram. Mas o modus operandi segue o mesmo.
Em algum lugar da cidade, no CD (Centro de Distribuição), o entregador esperar a "capa". A "capa" é a parte principal do jornal. É a primeira (pra quem lê) e a última (pra quem entrega) parte do jornal. Antes disso, tu tem o "interior" e os encartes.
O "interior" são os cadernos da ZH. Segundo Caderno, Sobre Rodas, Classificados etc. Os encartes são os anúncios de propaganda que as empresas pagam para saírem no jornal.
Tu chega lá e, obviamente, tem que colocar os encartes dentro do interior", e esperar pela "capa". A "capa" chega e tu põe o "interior" dentro da "capa". Parece complicado lendo, mas é barbada.
Feito isso, tu carrega a Kombi que te leva pra tua rota.
A rota é todo o percurso que o entregador segue durante a entrega. Na minha época de ZH eram 2 entregadores para 1 Kombi. O Beto (motorista do Kombi), eu e o baixinho.
A Kombi te deixa num lugar pré-determinado, com a quantidade de jornais certas e, conforme a entrega evolui, vai largando as "malas" pra continuar a entrega.
As "malas" são separadas por quantidade e local. Tipo: tem 50 jornais pra entregar em determinada rua, tu não sai com os 200 ou + no colo. Tu sai com a quantia necessária para fazer aquela parte. E quando termina, geralmente, a kombi deixou a próxima "mala" para o próximo setor. E por ai vai. Se tu for mais rápido que a kombi, te fudeu. Vai ter que esperar. Porque o motora da kombi também entrega alguns jornais. Mas isso é detalhe, afinal a sincronia quase sempre dá certo.
No Correio do Povo é mais interessante. Porque tu não precisa ir pra um CD. O caminhão deixa a mala em pontos estratégicos e pré-determinados. E o horário é mais flexível. Na ZH tu precisa bater o ponto, no CP só precisa assinar o recebimento da mala.
Recebida a mala, assinado o recebimento, é tu por ti mesmo. Não precisa esperar alguém ou ter interrupções durante a entrega. Tu recebe a quantidade X, e entrega ela. Sem burocracia, sem gueri-gueri, sem xalala.
Eu atualmente entrego em torno de 100 jornais do CP, toda noite. Comparado a ZH, preferia nem ter feito ZH. Na ZH perdia quase toda noite. Afinal tinha que ir pro CD bater cartão, e depois perdia a noite inteira entregando: dependendo dos outros, por ser muito extensa a rota, por ter muitos assinantes, etc. No CP eu gasto 2 horas da minha noite, não dependo de ninguém, e tenho um horário bem flexível.
Essa é minha vida por enquanto, e essa vida alimentada esse blog.
Times Like These
Desde que eu comecei essa aventura (alguns dizem emprego, outros dizem que eu tô me fudendo, mas pra mim, não passa de uma aventura com fins lucrativos), sempre me perguntei como seriam os dias de chuva.
Não que eu não soubesse como são. Pros desavisados eu digo, não é minha primeira experiência nesse trampo. Mas, e talvez por já saber como as coisas funcionam, eu estava ansioso pelo dia de chuva.
Das minhas mais remotas recordações eu lembro de ser foda, mas do tipo, carregar 200 ZH's debaixo de uma chuva infernal, com uma capa de chuva indigna e que não te protegia absolutamente nada, e querendo largar tudo pro ar e sair correndo.
Lembrar disso já me deu calafrios...
Mas agora o momento é outro, a situação é outra e, principalmente, my lifestyle is another.
Eu ainda me gabava com meus colegas de entrega, dizia: "faz 1 mês que eu tô nesse emprego e não peguei nenhuma chuva". Eles deram risada, achando que eu nunca tinha passado por isso.
Justamente nesse dia caiu o mundo. Nos jornais que eu entregava, a capa, ou seja, a matéria principal falava sobre a seca e a estiagem no RS. Mas quem dá bola para o que está escrito no jornal?
O mundo caiu e não caiu em cima de mim porque eu sou dinâmico. Fui, assinei, peguei, encartei, entreguei e, quando o tempo fechou, já tava em casa. Começando uma maratona de filmes de super-heróis.
Acontece que o destino sempre cobra seu preço. E ele cobrou no mesmo dia, só que mais tarde.
Em outro post explico como funcionam as entregas!
Velho... eu tava vendo os filmes dos heróis e talvez tenha me achado um. Tava caindo um caldo na hora que eu sai. E eu achei que tava susse, até botar meu pé esquerdo na poça. Depois, o direito. E, se isso não bastasse, tinham os carros que passavam pelas poças da estrada e chuáááá...
Continuei, firme e forte, porque isso têm que valer a pena.
E bem na finaleira da entrega, esse tempo me dá alguns minutos de paz.
Ótimo, pensei comigo. Afinal; já estava com os pés encharcados, meu guarda-sol (melhor que sombrinhas e guarda-chuvas de camelô) estava nas últimas, e meu jornal imaculado (não sei como).
Não foi tão drástico, como eu pensei. Tampouco injusto, como já foi. Foi simplesmente mais um dia. Ruim, com certeza. Mas com aquele sentimento de que, foi ruim hoje, melhor que ontem e pior que amanhã.
Eu só tinha que saber como seria... descobri, e não foi tão desagradável. Já passei por isso e sei que dias piores estão por chegar...
Conclusão: anos pares não me favorecem, a menos que brilhe um bilhete premiado da loteria.
Não que eu não soubesse como são. Pros desavisados eu digo, não é minha primeira experiência nesse trampo. Mas, e talvez por já saber como as coisas funcionam, eu estava ansioso pelo dia de chuva.
Das minhas mais remotas recordações eu lembro de ser foda, mas do tipo, carregar 200 ZH's debaixo de uma chuva infernal, com uma capa de chuva indigna e que não te protegia absolutamente nada, e querendo largar tudo pro ar e sair correndo.
Lembrar disso já me deu calafrios...
Mas agora o momento é outro, a situação é outra e, principalmente, my lifestyle is another.
Eu ainda me gabava com meus colegas de entrega, dizia: "faz 1 mês que eu tô nesse emprego e não peguei nenhuma chuva". Eles deram risada, achando que eu nunca tinha passado por isso.
Justamente nesse dia caiu o mundo. Nos jornais que eu entregava, a capa, ou seja, a matéria principal falava sobre a seca e a estiagem no RS. Mas quem dá bola para o que está escrito no jornal?
O mundo caiu e não caiu em cima de mim porque eu sou dinâmico. Fui, assinei, peguei, encartei, entreguei e, quando o tempo fechou, já tava em casa. Começando uma maratona de filmes de super-heróis.
Acontece que o destino sempre cobra seu preço. E ele cobrou no mesmo dia, só que mais tarde.
Em outro post explico como funcionam as entregas!
Velho... eu tava vendo os filmes dos heróis e talvez tenha me achado um. Tava caindo um caldo na hora que eu sai. E eu achei que tava susse, até botar meu pé esquerdo na poça. Depois, o direito. E, se isso não bastasse, tinham os carros que passavam pelas poças da estrada e chuáááá...
Continuei, firme e forte, porque isso têm que valer a pena.
E bem na finaleira da entrega, esse tempo me dá alguns minutos de paz.
Ótimo, pensei comigo. Afinal; já estava com os pés encharcados, meu guarda-sol (melhor que sombrinhas e guarda-chuvas de camelô) estava nas últimas, e meu jornal imaculado (não sei como).
Não foi tão drástico, como eu pensei. Tampouco injusto, como já foi. Foi simplesmente mais um dia. Ruim, com certeza. Mas com aquele sentimento de que, foi ruim hoje, melhor que ontem e pior que amanhã.
Eu só tinha que saber como seria... descobri, e não foi tão desagradável. Já passei por isso e sei que dias piores estão por chegar...
Conclusão: anos pares não me favorecem, a menos que brilhe um bilhete premiado da loteria.
Parceria não se escolhe, ela te acha
O quê que um carinho não faz...À vários dias atrás essa cadelinha apareceu singelamente no meu caminho, enquanto estava indo fazer minha entrega.
Eu dei-lhe um cafuné bem gostoso e segui meu caminho, afinal não havia nada o que fazer.
Mas para minha surpresa, ela começou a me seguir. Achei que ela tava muito carente, e eu havia lhe dado um conforto nessa vida difícil. Mero engano.
Essa parceira me acompanhou durante todo o meu trajeto de entrega. Ia na frente, vasculhando o perímetro, tentando localizar alguma maldade que poderia nos afetar.
Eu achei que no primeiro prédio que entrasse ela seguiria seu rumo. Segundo engano da noite.
Ela se postou na frente do prédio e não arredou até que eu saísse. E por ai foi...
Têm esse outro cusco maldito, que fica na espreita, esperando alguém passar. E sai latindo, todo nervoso, espantando todos que passam por aquela rua. Ele sempre me dá inúmeros cagaços. Nesse dia ele não contava com minha companheira e foi tão lindo o que aconteceu, que eu morri de amores por ela.
Ela passou por ele e ele nem deu bola. Como ela estava sempre na frente, achei que tava liberado. Mas não. Ele veio, com seus latidos estridentes e seus caninos de fora, pronto pra morder e defender seu território. Mas não contava com minha lindona, que voltou lá da frente e se botou no cusco, num duelo tão lindo e um pouco brutal. Eu nem me mexi, aterrorizado e sem saber como fazer aquilo parar. E assim como começou, terminou. O cusco voltando com o rabo entre as pernas e minha guerreira balançando o rabo, toda animada, como que dizendo: "agora tá sossegado!"
Voltei pra casa, catei umas sobras de rango e um pote de água e, com o coração na mão, me despedi dessa nova amiga noturna.
Me senti um lixo fudido, por não poder dar abrigo e carinho pra alguém que cuidou tão bem de mim.
Espero que ela esteja bem e tenha encontrado um belo lar.
Ainda sinto saudade dela, especialmente quando esse cusco maldito vem latir sua raiva contra a minha pessoa.
Detalhe, ele ficou uns dias na moita e só depois eu percebi, ele estava mancando e todo mordido. Minha amazona deu um pau nele, estilo Anderson Silva.
Sono vs Mosquitos
Fico de butuca, esperando na cama, escondido debaixo dos lençóis. Aparece um, não, são dois. Dizem que eles sempre te atacam em dupla.
A fêmea, com seu zumbido infernal, distrai a vítima numa tentativa de desorientação. Enquanto isso o macho voraz penetra a nossa pele, com simples picadas, tentando sugar teu sangue dívino. A pobre vítima termina o serviço, arranhando a pele, em busca de alívio, mas abrindo as feridas necessárias para fazer o sangue jorrar.
Tap, bloff, catabum, plaff...
Entre socos e tapas, acerto um. Muito pouco para esse momento caótico. No escuro me sinto um idiota, esmurrando e estapeando meu próprio corpo. Assim fica difícil contornar a situação.
Preciso dormir!
Ligo as luzes e me deparo com um enxame (ou qualquer que seja o coletivo para mosquitos). Olho ao redor e vejo duas carcaças mortas.
Esses mosquitos não vão me dar trégua.
Me concentro ao máximo, numa tentativa desesperada de mandar mais um deles pro inferno.
Trin-trin-trin... Trin-trin-trin... Porra do caralho de despertador...
Diabos, já é hora de ir entregar.
Desisto da guerra e deixo o sono pra mais tarde. Saio pensando ser necessárias medidas mais extremas.
Saldo da noite: 2 deles mortos, dezenas de picadas e hematomas em mim.
Novidades habituais
Geralmente as entregas são tranquilas.
É muito difícil acontecer algo que mude o curso natural da entrega.
Mas hoje algo inusitado e surpreendente aconteceu...
Um morador de rua chegou e trocou uma idéia comigo, nada muito relevante. Mas ele parecia me conhecer. E lembrava de mim como se fosse ontem que nós tomamos uma ceva junto. Tipo brother mesmo. E eu atucanado pra acabar logo o trampo, me esquivei e fui cumprir o meu dever.
Mas agora matutando, com quantos mendigos eu já não troquei uma idéia. Com quantos já não paguei uma ceva simplesmente pra deixar o papo fluir.
Viradas de noite e simplicidade acabam conquistando a todos.
Queria ter um tempo real pra me envolver e escutar. Porque as vezes as pessoas só precisam desabafar...
E acabam se reclusando por não ter alguém para lhes ouvir.
Santo dia
Não é todo santo dia que as coisas caem do céu. Tampouco o karma te favorece logo após uma boa ação.
Mas existem dias em que as coisas se encaixam. Nesses momentos eu evito dizer que as coisas dão certo. Porque "dar certo", "ser bom", é tudo um subterfúgio para algo que vai dar errado/ deu errado.
Nesse momento especifico um cara me pediu um cigarro, banal e simplorio, e eu dei o cigarro. Então ele me convidou pra fumar um. Eu disse que pilhava, mas não tinha. Ele fez a mão de botar, mas nós dois tinhamos que sair da parada, pra não dar bandeira disse ele. Eu desconfiei e não fui. Tava esperando o bus e não queria perde-lo. Esse cara disse pra mim bem assim: - Ah.. Então se tu pagar minha passagem eu lanço uma cara pra ti. E eu: - fecho todas!
Vou entregar agora, e despues.... catch a fire!
Uma nova visão
Ter um emprego noturno é algo complicado. Não basta apenas disposição, auto-confiança ou insônia. É preciso culhões e uma baita necessidade.
Eu sei disso porque conheço uma porrada de pessoas com as características certas para isso, mas que não moveriam uma palha para correr atrás.
Digo isso somente para confirmar o que é obvio: é foda trabalhar na noite.
Nem é pelo estresse, nem por dormir pouco... É o simples fato de que acontecem coisas bizarras e inimagináveis nesse tempo. E se você acha que já viu acontecimentos estranhos de noites, bêbado e voltando de uma festa, num dia qualquer, numa noite qualquer, eu digo: VOCÊ NÃO VIU NADA!
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