Depois da tempestade vem a calmaria e vice-versa

Depois de uma era dark, finalmente brilha a luz do sol. Estou, agora, desfrutando os benefícios do meu novo computador. Bagual pra caralho. Os espólios da fase ruim que passei por algum tempo no passado, ficaram por lá mesmo, no passado. Abaixo um conto escrito durante esse momento sinistro.

19/08/2011: Com puta dor!

Primeiro o computador se entregou. E se entregou literalmente. Eu ligava ele e até conseguia iniciar o sistema. Mas então ele desistia no meio do caminho. Como se a CPU não quisesse viver.
Depois foi o relacionamento. A sacanagem da vida estava gostando da brincadeira. Até houve uma tentativa de recuperação do controle da situação. Mas isso também se tornou uma peça bem pregada. Mais uma arriada. 
Mas desgraça pouca é bobagem, dizem por aí.
No sagrado futebol de quinta-feira o bagulho perdeu completamente o charme do improvável e se transformou num maldito carma. Foi um chute e uma lesão. Bravamente continuei , mas uma bolada na cara e depois o inevitável agravamento da lesão anterior derrubaram a minha moral no chão. Agora eu tento dormir, contorcendo-me de dor, na cama, procurando o motivo que me levou a querer ver TV antes de recolher-me. Pois foi tão óbvio quando o televisor parou de funcionar, que eu só poderia dar risada.
Nem de frustração e nem de raiva. Porque eu sabia que mais coisas viriam.


Gatos, baratas, lagartixas e uma lua sorridente

Não tenha pressa, eu não vou demorar.
Saio de casa e me deparo com uma lua sorridente. Minguante é como dizem. A noite está agradável e o sono embala minha caminhada. O dia foi puxado, o sono veio pesado, mas o compromisso segue. Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira...
Caio na rotina e encontro gatos no caminho. Criaturas adoráveis e sorrateiras, eles caçam as baratas e lagartixas da rua. Cada um com seu paladar. Eles visualizam a minha aproximação e se esquivam. Observam atentamente os meus passos longos e demorados, quase cambaleantes. Nos encaramos, trocamos olhares, e eu sinto neles a liberdade. E eles sentem a minha prisão. E se vão! Um atrás da barata, outro com uma lagartixa na boca e eu torcendo pro fim-de-semana chegar logo e poder extravasar.

Galeto da Dominical II

Após um desabafo contundente e cheio de emoção, entro na fase de contradição.
Mais um deleite pros olhos, além dos meus. Viva o verão, viva o shortinho!





Qualquer tipo de identificação será omitida. Não quero ser processado.

Se alguma menina se reconhecer, sinta-se lisonjeada.

A entrega rola ao som dos Walverdes!


Ação e Reação by Walverdes

Há uma conexão entre a ação e a reação
Entre o ínicio e a conclusão
Entre o futuro e a solidão

Ação e reação, ação e reação, ação e reação

Mas não dá para prever
Se você vai ganhar ou você vai perder
Não tente adivinhar ou você vai sofrer
A vida é assim... Ação e reação!!!

Eu vou vivendo!

Criar um mundo inteiro de idéias e eu, aqui, com a cabeça vazia.
Leio Nietzsche, leio Bukowski e tento me distrair, mas só consigo fumar um cigarro.
Tento não pensar nas oportunidades perdidas, em contradição a tudo que quero criar.
Não existe nada de bom nesse impasse. É algo casual. É DESTINO.

Só me sobram quilos e quilos de melancolia. Como se desse para pesar sentimentos.

Jogo fora o cigarro e faço do lixo um alvo, pronto para ser abatido.
Onde estarão os ônibus pra me tirar desse lugar?

Galeto da Dominical

Esse blog foi criado para transcrever os acontecimentos que rolam durante a entrega. Após alguns posts, os quais me dei ao luxo de falar sobre coisas pessoais, voltamos ao propósito original.
Já mostrei à todos como funciona o dia-a-dia do entregador pela madrugada, porém faltou (e sempre falta algo) falar sobre o sábado à tarde.
Sábado de tarde é quando eu entrego os jornais de domingo. Não existe nenhuma diferença pontual às entregas noturnas. Exceto o fato de ser de dia.
Olha só, toda entrega têm seus prós e contras, seja ela diurna ou noturna. E, pra não me perder na repetição, minha mente insana acendeu uma lâmpada e, quase antes dela queimar, me alertou pra uma diferença gritante da entrega noturna: as pessoas.
Sábado é o dia em que eu sou obrigado a interagir com as pessoas. Não por falar ou ter contato. Mas, diferente da noite, eu vejo muitas delas. E vejo muitas mulheres.
Como todo bom brasileiro, que adora curtir um rabo de saia com o canto do olho, eu vou postar uma foto, todo domingo, de um galeto que chamou minha atenção durante a entrega. Pra rapaziada.
As gurias que acharem que é machismo, eu posto (num futuro distante) algumas fotos minhas em poses sensuais. UAHUIHAUIHAIUAHUIAHUHUHAUHAUI.
Ou elas podem ir comigo na entrega e tirar fotos dos machos. Quero só ver!

O primeiro Galeto da Dominical será a mina que fez surgir essa idéia na mente. Eu estava indo pela Protásio e lá longe eu vi ela. Em questão de segundos me veio a idéia e, até pegar o celular, tirar do bolso, entrar no modo câmera e bater a foto, bom... quase que eu a perdi. Foi tão rápido que ao ler essa frase, imagine, tudo já tinha acontecido. Mas eu tirei a foto e vocês que vão me dizer se merece ou não ser o Galeto da Dominical.


Tudo é vai e volta

Aparentemente nós, humanos sentimentais, só damos o devido valor para aquilo que temos depois de perder. Mas, e existe sempre um porém, o fato de perder algo, ou alguém, acontece pelo simples motivo de termos ele.
Eu fico extremamente feliz por sentir falta desse amor perdido. Não feliz pela perda, entretanto, feliz por tê-lo vivido intensamente ao ponto de perceber essa ausência.
Seres (ir)racionais como nós acabamos esperando o desfecho perfeito, como uma novela mexicana.
Somos racionais o suficiente para seguir em frente, mas irracionais ao ponto de fazer qualquer merda, somente para esquecer essa angústia.
Ganhar e perder fazem parte da vida. São dois opostos indispensáveis e irrefutáveis. Como vida e morte, sim e não, calça ou bermuda, verão e inverno, dia e noite, loucura ou sanidade, sapiência ou bbb... e por aí vai!
Agora, adequar-se à essas oscilações têm um preço. Um valor que, à princípio, é caro demais para pagar. Até tu dar a outra face, o outro lado, da moeda.
Quero dizer que sou feliz, por ter amado, sentido, chorado e vivido. Sou feliz por ter me enganado, desconfiado, por não ter acreditado e ter perdido. E acabar perdido.
Todas aquelas frases prontas resumiriam isso, contudo tem uma que eu acho ótima: "a noite é mais escura antes de amanhecer" - (Harvey Dent/Duas-Caras em Batman: The Dark Knight).
E, por causa disso, eu acredito em dias melhores. Acredito nas pessoas que deixei para trás e que, num encontro casual, sabem que nada mudou. Porque elas sabem, eu sei, que não foi tempo perdido. Foi só um aprendizado significativo e que pelas suas consequências, eu estou melhor.
Desde já quero agradecer a esses que estiveram do meu lado em momentos complicados, e nem sequer sabiam o quanto me ajudaram. Dika, Lúcia, Lú do Rosário, Fabris, Adriano, Viny, Lili, Sanhudo, Hélio e Luciano, Cabelão, Jeferson, Papel, Jera, Rafael Salazar, Rafa Becker. E principalmente o Renato e a Geci (esses dois, mais que especiais, por me darem o privilégio de fazer parte da família através do meu afilhado Rômulo).
Eu sigo em frente e - graças a todos (e muitos outros) - posso cair, me levantar e manter o caminho. Fazendo de tudo pra gente ficar em paz.
Só sei que o processo é lento, e tudo vai e volta.

Acabou a guerra!

Como estou hoje: melhor que ontem e pior que amanhã.
São essas angústias da vida, que acabam retirando toda a emoção de viver. Problemas, problemas e desafios.  Acabo percebendo uma triste realidade, impulsionada pelos últimos acontecimentos, toda a euforia foi em vão e tudo pelo que eu lutei nos últimos anos, perdi.
A ironia é que a comoção ficou perdida, entre os espólios da guerra. 
Estou mais frio, mais forte e incapacitado de sentir a chuva na cara, ou uma leve brisa refrescante.
A partir de agora afundo-me nos meus trabalhos, e assim distancio-me cada vez mais de uma interação humana saudável.
E assim observo a poeira baixar e toda a destruição vêm à tona. Um jeito honesto de encarar o futuro.
Se você quer um conselho chegou tarde, muito tarde. Porque agora não estou conseguindo ajudar a mim mesmo. Só o tempo cura todas as feridas, . Algumas melhores que as outras.