Times Like These

Desde que eu comecei essa aventura (alguns dizem emprego, outros dizem que eu tô me fudendo, mas pra mim, não passa de uma aventura com fins lucrativos), sempre me perguntei como seriam os dias de chuva.
Não que eu não soubesse como são. Pros desavisados eu digo, não é minha primeira experiência nesse trampo. Mas, e talvez por já saber como as coisas funcionam, eu estava ansioso pelo dia de chuva.
Das minhas mais remotas recordações eu lembro de ser foda, mas do tipo, carregar 200 ZH's debaixo de uma chuva infernal, com uma capa de chuva indigna e que não te protegia absolutamente nada, e querendo largar tudo pro ar e sair correndo.
Lembrar disso já me deu calafrios...
Mas agora o momento é outro, a situação é outra e, principalmente, my lifestyle is another.
Eu ainda me gabava com meus colegas de entrega, dizia: "faz 1 mês que eu tô nesse emprego e não peguei nenhuma chuva". Eles deram risada, achando que eu nunca tinha passado por isso.
Justamente nesse dia caiu o mundo. Nos jornais que eu entregava, a capa, ou seja, a matéria principal falava sobre a seca e a estiagem no RS. Mas quem dá bola para o que está escrito no jornal?
O mundo caiu e não caiu em cima de mim porque eu sou dinâmico. Fui, assinei, peguei, encartei, entreguei e, quando o tempo fechou, já tava em casa. Começando uma maratona de filmes de super-heróis.
Acontece que o destino sempre cobra seu preço. E ele cobrou no mesmo dia, só que mais tarde.
Em outro post explico como funcionam as entregas!
Velho... eu tava vendo os filmes dos heróis e talvez tenha me achado um. Tava caindo um caldo na hora que eu sai. E eu achei que tava susse, até botar meu pé esquerdo na poça. Depois, o direito. E, se isso não bastasse, tinham os carros que passavam pelas poças da estrada e chuáááá...
Continuei, firme e forte, porque isso têm que valer a pena.
E bem na finaleira da entrega, esse tempo me dá alguns minutos de paz.
Ótimo, pensei comigo. Afinal; já estava com os pés encharcados, meu guarda-sol (melhor que sombrinhas e guarda-chuvas de camelô) estava nas últimas, e meu jornal imaculado (não sei como).
Não foi tão drástico, como eu pensei. Tampouco injusto, como já foi. Foi simplesmente mais um dia. Ruim, com certeza. Mas com aquele sentimento de que, foi ruim hoje, melhor que ontem e pior que amanhã.
Eu só tinha que saber como seria... descobri, e não foi tão desagradável. Já passei por isso e sei que dias piores estão por chegar...
Conclusão: anos pares não me favorecem, a menos que brilhe um bilhete premiado da loteria.

2 comentários:

  1. Amigo Benites. Recebi teu e-mail e já fui, curioso, conferir teu blog. Gostei demais. É isto aí, vamos correr atrás. O mercado literário é duro, os espaços são poucos, mas conte comigo. abração e parabéns pelos textos leves, verdadeiros e ágeis, ótimos de se ler!

    ResponderExcluir